28 de abr de 2016

Crítica - Capitão América: Guerra Civil

Olá Brasil!

Enfim, depois de tanto erro passado. Tantas retaliações... Parei! Rsrs
Mas enfim, chegou a tão aguardada estreia de Capitão América: Guerra Civil


Direção: Joe Russo, Anthony Russo
Roteiro: Christopher Markus



Honrando a tradição, fui à sessão da madruga, ou primeira sessão. Cinema lotado, é claro! Fanboy vestido de Capitão América, e muita gente (incluindo me) de camiseta. Fui lindamente de #TeamCap, ao qual me aliei após ler o livro Marvel Guerra Civil, que já super recomendo. 

Pois então, falando em livro, vale ressaltar que o enredo do filme é bem diferente da história contada nas HQs e no livro. Enquanto na história original, o governo decide de vez colocar o registro de super humanos em vigor após o atentado em Stanford, que destrói uma escola, no filme isso acontece depois de um incidente envolvendo os Vingadores, na cidade de Lagos. É claro que o plano já vinha sendo elaborado muito antes, porque quando o Tratado de Sokovia chega até nosso heróis, já havia sido aprovado inclusive pela ONU.

A tensão dos conflitos começa a se desenvolver, com os lados se mostrando entre aqueles a favor e contra o tratado. Já se sabe Tony Stark (Robert Downey Jr) é favor da supervisão e controle do governo sobre os heróis, uma vez que suas ações trazem consequência imensuráveis (acredito que tanto pro bem quanto pro mal). Steve Rogers (Chris Evans) por sua vez é contra, já que acredita que liberdade dos heróis deve ser mantida, além de como ficou claro em Soldado Invernal, ele não confiar no governo. Por que será neh? 
Aliás, Buck (Sebastian Stan), tem um papel fundamental já que através de uma armação feita pra ele que a guerra começa. 

Mesmo não sendo fiel às HQs, a essência da história, dos conflitos é mantida. E o roteiro funciona mito bem. Além de termos a Guerra Civil como a trama central, há ainda algumas subtramas de pano de fundo. E isso, não só envolve, como ainda intriga e surpreende o espectador. Tem várias reviravoltas, e mesmo eu, não tendo gostado muito do rumo das coisas lá perto do final, o filme é envolvente de tal forma, que as mais de duas horas de duração passam despercebidas.

Sem contar que a participação de cada herói é feita de forma coesa. Tanto Homem-Aranha (Tom Holland) (na versão pirralho), quanto Pantera Negra (Chadwick Boseman), são muito bem introduzidos no universo. E o melhor: sem enrolação.

A cenas de ação são empolgante! Desde o início, em que uma parte dos Vingadores estão em uma missão, até o confronto entre Capitão Améica e Homem de Ferro. As lutas, bem coreografadas, exploram as habilidades de cada um. As engenhosas cenas de perseguição, que são muitas: em terra, no ar, pulando de um prédio pro outro, são bem montadas, e temos muitos planos abertos, que fazem o 3D funcionar de um jeito que eu nunca havia visto antes. Profundidade de campo nota: 10!

Muito bem pensada, a batalha principal entre os heróis acontece em um aeroporto totalmente vazio. (Afinal, não queremos mais baixas de civis neh!?) Aí temos sequências incríveis! E mesmo com muitas informações na tela, ninguém fica perdido. Sem contar que essa parte rende ótimos diálogos e muitas piadas irônicas do jeito que o povo quer. Do jeito que o povo gosta!

Guerra Civil supera, na minha opinião, o Soldado Invernal (considerado o melhor filme da Marvel). Ademais de tudo que já disse acima, o filme é mais obscuro, com ar pesado (tem mais sangue que os outros) e uma pegada mais madura, trazendo uma discussão ética e moral. Até onde a vigilância institucional pode ir, sem ferir a liberdade de um indivíduo? Algumas das medidas tomadas para conter os heróis, trazem a questão à tona. Exemplo quando colocam em Wanda (Elizabeth Olsen) uma coleira para neutralizar seus poderes.

Outro ponto interessante também, é que fica margem para que o espectador tire suas próprias conclusões, uma vez que entre #TeamCap e #TeamIronMan, não são definidos mocinhos ou vilões. É uma luta por ideais. E como fica claro no decorrer da trama: ideais mudam.

Conclusão final: O filme é excelente! Entrega tudo o que vem prometendo e não decepciona nenhum dos times. Portanto pessoas, se não compraram o ingresso ainda, comprem porque as sessões estão lotadas. 

Trailer: Capitão América: Guerra Civil


Agora gente, eu preciso falar dela: a rainha, a maravilhosa, a que representa: Viúva Negra


Novamente ela dá um show: Capitão América bate em um. Falcão (Anthonie Mackie) Chega e pega o outro. Wanda pega a fumaça. Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) bate em sete. Sozinha. Sem poderes. Sem armas. 

Assim como no livro, ela não assina o tratado logo de cara, e assinar não quer dizer que ela vá entregar sua lealdade completamente. Só posso dizer que ela não decepciona. E no final fica a pergunta: O que raios aconteceu com a Natasha? De todos os personagens, ela é a única que vai sem deixar vestígios.

Esperançosa utópica como sou, e tendo lido suas HQs recentemente, quero acreditar que ela foi atrás de seu passado, que a Marvel vai finalmente explorar isso no cinema. De preferência com um filme solo dela. Obrigada e de nada!


Bjs inté!



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