23 de jul de 2016

Resenha - Sangue na Neve

Já faz um tempinho que li esse livro (foi logo depois da leitura de A Herdeira), mas só agora é que resolvi resenhar. Sangue na Neve é um dos doze livros na minha estante que estou fazendo hora pra ler. Ele por exemplo ganhei no natal de 2014 e só fui ler no final de 2015. Você pode pensar que é porque tenho muitas outras prioridades, mas a verdade é que desde que assinei Netflix, não tenho feito mais nada no meu tempo livre a não ser maratonar séries. Se tornou um vício enorme meus amigos. Tanto que só no ano passado assisti 22 séries!

Mas tô tentando voltar a vida de leitora assídua e blogueira. Rsrsrs E nada melhor do que escrever sobre um livro que foi uma ótima leitura!


Livro: Sangue na Neve
Autora: Lisa Gardner
Editora: Novo Conceito

Sangue na Neve narra a história de Tessa Leoni, uma polícia com histórico de violência doméstica, acusada de assassinar o marido, e a detetive D.D. Warren, responsável por investigar o assassinato, que supostamente ocorreu em legítima defesa.

O livro mostra a história do ponto de vista de ambas as personagens. Sendo que no caso de Tessa isso é feito em primeira pessoa, e no caso da detetive D.D. Warren em terceira pessoa. Pra mim essa é uma das melhores coisas do livro: os acontecimento sob pontos de vista diferentes, narrados por vozes diferentes. Isso garante ao leitor mais de uma perspectiva, faz analisar com mais precisão os fatos e não entrega toda a trama de bandeja.

Vocês podem pensar que já sabendo quem é o assassino, o livro não tenha assim tanto suspense. Não se enganem! Além de usar dois narradores, a autora também constrói uma trama envolvente, na qual é impossível decidir de imediato quem são mocinhos e vilões. E não se trata somente de um assassinato, há uma criança desaparecida (que é a filha de Tessa), dinheiro sujo e corrupção dentro do departamento de polícia. Sem contar, que o livro tem ótimas cenas de ação com perseguição policial, brigas na prisão e muito sangue na neve.

As personagens principais, muito bem desenvolvidas são um outro ponto forte do livro. Sou apaixonada por livros com personagens femininas fortes, e Lisa Gardner soube escrevê-las muito bem. Em meio a todos os acontecimentos do livro, ela consegue contar sobre o passado de Tessa e D.D. e o que ocorreu para que chegassem ao momento atual de suas vidas. E faz isso sem perder o foco central da história.

Se você é uma pessoa que gosta de livros de investigação policial e suspense, Sangue na Neve é um livro que você não pode deixar de ler. Se esse não é o seu gênero preferido você pode ler também, porque é também livro sobre pessoas que amam o que fazem, e que fazem tudo para proteger quem amam. Lisa Gardner consegue falar sobre amor e sacrifício, mantendo o ritmo da ação e ainda surpreende o leitor. É uma daquelas leituras inesquecíveis!


Espero que gostem da indicação! Inté!



2 de jun de 2016

Pra gente se desprender

Tudo na vida tem prazo de validade.
É preciso aceitar isso.
É preciso se desprender.
Tudo tem um tempo certo pra acontecer, e pra acabar também.  Por isso é preciso se desprender e deixar ir. Pois uma hora chega o momento de dizer adeus e deixar partir aqueles, cujo tempo ao nosso lado já acabou.
Não estou dizendo que é para usar as pessoas e depois de um tempo descarta-las. É algo mais profundo que isso. Muito mais complexo afinal, ninguém vem com prazo de validade na sola do pé.
É necessário entender quando não há mais razões pra lutar por algo, ou alguém. É preciso deixar livre! Deixar ir. Mesmo porque não temos o direito de forçar ninguém a atender as nossas expectativas e anseios de que tudo que temos, e que vivemos seja para sempre.
Aliás, o para sempre nesse século tem se tornado um fardo pra todo mundo. Um prazo de validade obrigatório para tudo, para todos. Não bastasse isso, ainda condicionam a veracidade das coisas, dos relacionamentos, das pessoas, ao tempo que elas duram. Você não pode ter um amor de verão, porque se ele acabar com a chegada do outono, significa que não era verdadeiro. Se não foram amigos para sempre, é porque amizade nunca foi verdadeira. Oi?
É como se tudo o que vivemos fosse uma grande mentira. "Mas como pode?" Você se pergunta. "Se eu me lembro de cada momento, dos bons e dos ruins também. Lembro-me do cheiro, do gosto. Aquelas coisas aconteceram. Foi real!" É como se não interessassem as lembranças. Não importa o que você viveu. Se não durou pra sempre, não foi verdadeiros.
E assim, baseados nesse conceito de veracidade vulgo para sempre, nos prendemos em relações desgastadas, que não fazem bem. Temos que lutar, é claro, por aqueles que amamos, lutar pelo que queremos. Mas principalmente temos que saber quando lutar já não faz mais sentido. Quando é melhor partir ou, deixar ir.

Ninguém tem um sonho só. Ninguém é insubstituível!



Precisamos nos desprender.
Antes que seja tarde demais. Doloroso demais.
E por mais que digam que não foi verdadeiro, que não era pra ser, tudo o que vivemos é parte nós, e ninguém pode nos tirar isso. Não importa se foi uma amizade que durou anos, um casamento que acabou, uma pessoa que se foi. As relações não precisam durar para sempre para serem verdadeiras! Elas precisam ser verdadeiras, intensas e boas enquanto durarem! 
Se não nos desprendermos daqueles cujo tempo em nossa vida acabou, não conseguimos dar espaço para o novo entrar, não vamos em frente buscando realizar novos sonhos, conhecer novos lugares, novos amores. Por nos agarrar a algo que nos prende ao passado, não nos permitimos viver o agora.
Tenho, ainda hoje, desejos que eu tinha há 10 anos atrás. Mas muitas coisas mudaram de lá pra cá. Por exemplo, a minha insistência em tentar fazer com que tudo durasse pra sempre. Minha busca desgastante pela eternidade. Essa é uma das vantagens da maturidade que adquiri nesses dez anos: entender que o valor da relações não está no tempo que elas duram. O tempo além de relativo é só um detalhe entre muitos outros na nossa vida.
Portanto, solte as amarras. Nas voltas do universo: Desprenda-se!

Pra gente se desprender - Marcelo Jeneci




28 de abr de 2016

Crítica - Capitão América: Guerra Civil

Olá Brasil!

Enfim, depois de tanto erro passado. Tantas retaliações... Parei! Rsrs
Mas enfim, chegou a tão aguardada estreia de Capitão América: Guerra Civil


Direção: Joe Russo, Anthony Russo
Roteiro: Christopher Markus



Honrando a tradição, fui à sessão da madruga, ou primeira sessão. Cinema lotado, é claro! Fanboy vestido de Capitão América, e muita gente (incluindo me) de camiseta. Fui lindamente de #TeamCap, ao qual me aliei após ler o livro Marvel Guerra Civil, que já super recomendo. 

Pois então, falando em livro, vale ressaltar que o enredo do filme é bem diferente da história contada nas HQs e no livro. Enquanto na história original, o governo decide de vez colocar o registro de super humanos em vigor após o atentado em Stanford, que destrói uma escola, no filme isso acontece depois de um incidente envolvendo os Vingadores, na cidade de Lagos. É claro que o plano já vinha sendo elaborado muito antes, porque quando o Tratado de Sokovia chega até nosso heróis, já havia sido aprovado inclusive pela ONU.

A tensão dos conflitos começa a se desenvolver, com os lados se mostrando entre aqueles a favor e contra o tratado. Já se sabe Tony Stark (Robert Downey Jr) é favor da supervisão e controle do governo sobre os heróis, uma vez que suas ações trazem consequência imensuráveis (acredito que tanto pro bem quanto pro mal). Steve Rogers (Chris Evans) por sua vez é contra, já que acredita que liberdade dos heróis deve ser mantida, além de como ficou claro em Soldado Invernal, ele não confiar no governo. Por que será neh? 
Aliás, Buck (Sebastian Stan), tem um papel fundamental já que através de uma armação feita pra ele que a guerra começa. 

Mesmo não sendo fiel às HQs, a essência da história, dos conflitos é mantida. E o roteiro funciona mito bem. Além de termos a Guerra Civil como a trama central, há ainda algumas subtramas de pano de fundo. E isso, não só envolve, como ainda intriga e surpreende o espectador. Tem várias reviravoltas, e mesmo eu, não tendo gostado muito do rumo das coisas lá perto do final, o filme é envolvente de tal forma, que as mais de duas horas de duração passam despercebidas.

Sem contar que a participação de cada herói é feita de forma coesa. Tanto Homem-Aranha (Tom Holland) (na versão pirralho), quanto Pantera Negra (Chadwick Boseman), são muito bem introduzidos no universo. E o melhor: sem enrolação.

A cenas de ação são empolgante! Desde o início, em que uma parte dos Vingadores estão em uma missão, até o confronto entre Capitão Améica e Homem de Ferro. As lutas, bem coreografadas, exploram as habilidades de cada um. As engenhosas cenas de perseguição, que são muitas: em terra, no ar, pulando de um prédio pro outro, são bem montadas, e temos muitos planos abertos, que fazem o 3D funcionar de um jeito que eu nunca havia visto antes. Profundidade de campo nota: 10!

Muito bem pensada, a batalha principal entre os heróis acontece em um aeroporto totalmente vazio. (Afinal, não queremos mais baixas de civis neh!?) Aí temos sequências incríveis! E mesmo com muitas informações na tela, ninguém fica perdido. Sem contar que essa parte rende ótimos diálogos e muitas piadas irônicas do jeito que o povo quer. Do jeito que o povo gosta!

Guerra Civil supera, na minha opinião, o Soldado Invernal (considerado o melhor filme da Marvel). Ademais de tudo que já disse acima, o filme é mais obscuro, com ar pesado (tem mais sangue que os outros) e uma pegada mais madura, trazendo uma discussão ética e moral. Até onde a vigilância institucional pode ir, sem ferir a liberdade de um indivíduo? Algumas das medidas tomadas para conter os heróis, trazem a questão à tona. Exemplo quando colocam em Wanda (Elizabeth Olsen) uma coleira para neutralizar seus poderes.

Outro ponto interessante também, é que fica margem para que o espectador tire suas próprias conclusões, uma vez que entre #TeamCap e #TeamIronMan, não são definidos mocinhos ou vilões. É uma luta por ideais. E como fica claro no decorrer da trama: ideais mudam.

Conclusão final: O filme é excelente! Entrega tudo o que vem prometendo e não decepciona nenhum dos times. Portanto pessoas, se não compraram o ingresso ainda, comprem porque as sessões estão lotadas. 

Trailer: Capitão América: Guerra Civil


Agora gente, eu preciso falar dela: a rainha, a maravilhosa, a que representa: Viúva Negra


Novamente ela dá um show: Capitão América bate em um. Falcão (Anthonie Mackie) Chega e pega o outro. Wanda pega a fumaça. Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) bate em sete. Sozinha. Sem poderes. Sem armas. 

Assim como no livro, ela não assina o tratado logo de cara, e assinar não quer dizer que ela vá entregar sua lealdade completamente. Só posso dizer que ela não decepciona. E no final fica a pergunta: O que raios aconteceu com a Natasha? De todos os personagens, ela é a única que vai sem deixar vestígios.

Esperançosa utópica como sou, e tendo lido suas HQs recentemente, quero acreditar que ela foi atrás de seu passado, que a Marvel vai finalmente explorar isso no cinema. De preferência com um filme solo dela. Obrigada e de nada!


Bjs inté!



27 de abr de 2016

Controversos - A vida acontece nas pausas

"A vida me ensina a me erguer; em cada passo que eu tropeço e caio
os erros me fazem entender, que não é só viver por viver."


Às vezes buscamos tanto algo, e esperamos por isso tão obcecadamente  que não paramos pra olhar o que está a nossa volta. Somos consumidos por um desejo que nos cega e não permite que vejamos as coisas boas que nos estão sendo oferecidas. Deixamos de viver aqueles, às vezes pequenos, momentos de felicidade, que fazem a vida significar tanto.

Se não nos atentarmos a tudo nos que nos é oferecido, corremos o risco de perder de vista as coisas boas. De atropelar o tempo com nossa ansiedade, e tomar todas as decisões erradas. Devemos aprender a desacelerar. A esperar. Parar um tempo pra respirar e só observar. O céu, o movimento da rua, o vento balançando a árvore, a chuva batendo na janela.

Fomos educados para correr atrás de tudo. A trabalhar e trabalhar e trabalhar. A se manter ocupado 24 horas por dia, 7 dias na semana. Mas se você fizer o exercício de parar de correr por um instante, vai ver que a vida acontece no momento em que para, e descansa. As melhores conversas são aquelas que começam sem compromisso, sem hora pra acabar. São aquelas em que você para totalmente pra prestar atenção.

A vida acontece nas pausas. Na pausa pro café, no intervalo da série, naquela página em branco entre um capitulo e outro. A felicidade é pra agora, mas não precisa se desesperar, ou então, nessa correria toda, você pode acabar passando por ela e nem perceber. Permita-se parar e viver o momento!

Vamos ser feliz gente. Mas vamos ser feliz sem pressa!






26 de abr de 2016

Momento Playlist - 5 músicas nacionais que você precisa ouvir! #1

Olá pessoas!

Nos últimos tempos tenho escutado muita música nacional, e estou amando cada vez mais, os artistas desse Brasil que tem muita coisa boa pra nos mostrar. 
Pra relaxar às 7 da matina no busão ou, na cama quando os pensamentos não te deixam dormir, se emocionar e apreciar boa música, precisamos ter uma playlist bem variada. Pensando nisso, hoje vou compartilhar com vocês 5 cinco músicas nacionais que você precisa ouvir e adicionar imediatamente à sua playlist.

Dá o play aí que só tem coisa boa neste post!



Supercombo - Piloto Automático 


Roberta Sá - Pavilhão de Espelhos


Tiago Iorc - Coisa linda 


Pitty - Serpente


Marcelo Jeneci - Pra gente se desprender



E então, curtiram? Vou apostar que sim, porque são músicas maravilhosas, com letras que falam muito com a gente. Aproveitem essas cinco dicas, e busquem mais músicas desses artistas. Sério: vocês não vão se arrepender!

Bjs inté!